segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Para Quem Foi, É ou gosta


Paraquedista
"Ao sabor do vento, vou e venho, sem pressa mas também sem interromper nada nem ninguém.
Ao apontar um dedo a alguém, repara que outros três estão apontando para ti"


Lá do céu com valentia,
Descem sempre de noite ou dia,
São soldados desconhecidos,
Boinas Verdes são destemidos.

Olhem bem, sintam respeito,
Eles têm asas ao peito,
Cabeça erguida, heróis do ar,
Boinas verdes vão a passar.

Com orgulho em defender
A Nação p'ra não morrer.
Lutadores são, afinal,
Boinas Verdes de Portugal.

Lá do céu a gente pede
Para na terra morrer de pé
Dando a vida que Deus nos deu,
Boinas Verdes sobem ao céu

Olhem bem, sintam respeito,
Eles têm asas ao peito,
Cabeça erguida, heróis do ar,
Boinas verdes vão a passar.

quinta-feira, agosto 16, 2007

TITULOS SUGESTIVOS

Vieira: «Apito Dourado é um brinquedo» Artigo "Record"

Portugal Diário: "Árbitro denunciou Apito Dourado e acabou arguido" Artigo "Portugal Diário"

Apito dourado: acusação pode atrasar um ano - Artigo "Mundopt.com"

Apito Dourado: Pinto da Costa diz estar de "peito aberto e consciência tranquila" Artigo "Publico"

Lá Fora: "Operation Golden Whistle" - Artigo "JPN"

Wikipédia Artigo "Wikipédia"

Apito Dourado: FPF enviou dossier para Polícia Judiciária
Denúncia anónima pode constituir o suporte para o "processo apito encarnado", denunciado quinta-feira por Pinto da Costa Artigo "JN"

Mais um para arquivar....Artigo "fcp.blogs.sapo"

Apito Dourado: Procuradoria abre inquérito à equipa de Morgado Artigo "Relvado.com"

DOSSIER "APITO DOURADO" - Eu Também não acreditava

"APITO DOURADO

Estes artigos vem publicados no site www.antiantibenfica.blogspot.com - por aqui podemos ver como anda o futebol em Portugal 'Um nojo' desde já os meus agradecimentos a este site por ter publicado estes artigos e ficarmos a ter uma ideia como é o 'Processo apito dourado'.


Há sensivelmente dois meses, desde a data de publicação de este post, recebi um e-mail com o título "A mafia do futebol", o qual terei oportunidade de publicar neste espaço.

Na altura, chamou-me a atenção o nível de detalhe que as descrições continham, deixando perceber que a fonte só podia ser alguém muito bem colocado no meio.

Quanto ao mail, dei-lhe a importância que devia: acreditei convictamente no mesmo, e guardei-o para futuras referências. Quis o destino que a sequela do caso "Apito Dourado" o tornasse de novo actual.

Terei oportunidade de transcrever aqui, todos os artigos que encontrar relacionados com o caso. Isto é importante por causa do seguinte aspecto: Não tenho qualquer tipo de provas sobre o que é dito no mail, nem tão pouco sei quem o escreveu, limitar-me-ei a transcrevê-lo. Os factos que decorrerem do avançar do processo encarregar-se-ão de confirmar ou não, a veracidade do seu conteúdo.

Para já, e como primeira "prova", depois da transcrição do email, leiam a notícia do Record de 05 de Dezembro, com as medidas de coacção aplicadas ao empresários Araujo. Um bom exercicio será cruzar os dois textos...
" in "http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/058913.html"

sábado, agosto 11, 2007

Meu Deus eu sou cego!!!

Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!

Será que você adivinha as respostas?

O que a minhoca falou
para o minhoco?
R- Você minhoquece

O que o tijolo falou
para o outro tijolo?
R- Há um ciumento entre nós.

Qual o bicho que anda
com as patas?
R- Os patos.

quinta-feira, julho 26, 2007

não gostam da camisola cor-de-rosa?

Quem não gosta?
Os adversários já se viu que não. Eu também não mas talvez resulte

segunda-feira, outubro 16, 2006

CONVERSA DA TRETA

estes Gajos são demais!!!

quinta-feira, maio 25, 2006

Tropas Paraquedistas



O Comando de Tropas Aerotransportadas (CTAT) é o comando de natureza territorial do Exército Português responsável pela mobilização, instrução e organização das Tropas Aerotransportadas de Portugal. Apesar de integradas no Exército Português, a existência deste Comando dá às Tropas Aerotransportadas um elevado nível de autonomia, o que as torna quase num ramo separado, ao nível do Exército, Marinha e Força Aérea.

História
O CTAT tem origem no Comando do Corpo de Tropas Paraquedistas (CCTP), adoptando este nome, aquando da passagem da Força Aérea Portuguesa para o Exército Português em 1993.

As tropas paraquedistas portuguesas foram organizadas em 1955, quando da criação do Batalhão de Caçadores Paraquedistas (BCP) da Força Aérea. Em 1961 o BCP sobe de escalão, passando a Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP), o qual incluia como subunidades o Batalhão de Instrução e o Batalhão de Caçadores Paraquedistas Nº11.

Durante os anos 60s, em virtude da Guerra do Ultramar, são criados batalhões independentes de paraquedistas nos diversos territórios africanos: Batalhão de Caçadores Paraquedistas Nº12 (BCP 12) na Guiné, BCP 21 em Angola e BCP 31 e BCP 32 em Moçambique. Em Moçambique, além dos batalhões regulares, são criados os Grupos Especiais Paraquedistas (GEP), constituídos por voluntários africanos.

Com o final da Guerra do Ultramar, os batalhões de África são retirados para Portugal ou desactivados. Em 1975, é criado o Corpo de Tropas Paraquedistas (CTP), reunindo todas as unidades paraquedistas da Força Aérea. O CTP tinha como força operacional, a Brigada Ligeira de Paraquedistas (BRIPARAS), que incluia o Batalhão de Paraquedistas Nº11 (BP11), o BP21, o BP31, o Grupo Operacional de Apoio de Serviços, a Companhia Anti-Carro e a Companhia de Morteiros Pesados. Como unidades territoriais de apoio à força operacional, o CTP incluía a Base Operacional de Tropas Paraquedistas Nº1 (BOTP1), em Lisboa, a BOTP2 em Aveiro e a Base Escola de Tropas Paraquedistas em Tancos.

Em 1993 dá-se a transferências das tropas paraquedistas para o Exército. O CCTP é transformado em CTAT, o qual absorve também os militares qualificados como paraquedistas do então extinto Regimento de Comandos do Exército.

Uniforme
Em 1955 os paraquedistas foram pioneiros, no âmbito das Forças Armadas Portuguesas, no uso de dois itens especiais de fardamento: o Uniforme Camuflado e a Boina. Ao contrário das sugestões iniciais de adopção de uma boina de cor vermelha ou marron, seguindo o exemplo das tropas paraquedistas até aí existentes em outros países, o ministro da defesa de então, Santos Costa decidiu adoptar a cor verde. Segundo consta a cor verde era a da tinta da caneta que o mesmo usava para assinar os seus decretos. Desde essa altura até à actualidade, o principal símbolo dos paraquedistas portugueses é a Boina de cor Verde Escura (chamada Verde Caçador Paraquedista). Por essa razão, os paraquedistas portugueses têm a alcunha de "Boinas Verdes". Posted by Picasa

quarta-feira, maio 17, 2006

http://ogame.com.pt/



Jogo viciante, alguém se quer juntar? estou no universo 5, Boa sorte
Coordenadas: 2:379:4

quinta-feira, abril 27, 2006

QUESTIONARIO SOBRE FILMES DE CINEMA...

Para aumentar o coeficiente de inteligencia sobre filmes...

1- Um casal de piolhos amava-se muito e teve diversos filhotes.
Qual o nome do filme?

R: Lendeas da paixao


2- Um individuo sentou-se num cachorro malhado no cinema.
Qual o nome do filme?

R: Sento em um dalmata


3- Um homem e uma mulher, ambos sem os dois bracos, decidiram casar.
Algum tempo depois, tiveram um filho.
Qual o nome do filme?

R: Ninguem segura este bebe


4- Um chiclete conheceu uma chicletinha, casaram e tiveram varios
chicletinhos.
Qual o nome do filme?

R: A familia Adams


5- O filho e o pai despediram-se rapidamente.
Qual o nome do filme?

R: Tchau pai, tchau filho

6- Era uma vez uma pequena menina chamada Marina que, para fugir da
rotina foi para quinta do seus pais, resolveu pegar no seu lindo
ponei e ir passear para os campos silvestres. De repente, apareceu
uma terrivel manada de milhares de eguas em corrida e atropelou a
menina.
Qual o nome do filme?

R: Vinte mil eguas sobre Marina


7- O sujeito vai ao supermercado e sai com uma alface escondida no saco.
Qual o nome do filme?

R: Alface oculta


8- Um sapato de tenis afunda no meio do mar.
Qual o nome do filme?

R: Titanike


9- Um homem tinha como profissao cuidar de ursos. Certo dia, abandonou
a profissao.
Qual o nome do filme?

R: Ex-ursista


10-Um homem bebeu um Tang laranja e atirou-se de cima da torre Eiffel.
Qual o nome do filme?

R: O ultimo Tang em Paris.


11-Um grupo de dez individuos de raca negra esta a ver um filme no
cinema. Enquanto mastigam pastilha elastica, com sabor a menta. De
repente, levantam-se todos e ao mesmo tempo atiram a pastilha contra
o ecra.
Como se chama este filme?

R: Os dez manda menta


12-Um individuo esta so', no meio de um campo de milho, armado ate aos
dentes.
Como se chama este filme?

R: Cereal Killer


13-Um individuo de raca negra entra num bar e pede um copo de vinho
tinto. Bebe-o todo de uma vez e cai morto no chao.
Como se chama este filme?

R: Os tinto fatal


14-Um individuo entra num bar, pede uma cerveja. Bebe a cerveja, esconde
o copo no bolso e vai-se embora.
Como se chama o filme?

R: Roub'o Copo


15-Robin vivia enchendo o saco de seu irmao cacula, até que este contou
tudo para a mae.
Qual o nome do filme?

R: Bate, mae, em Robin


16-Num lugar onde só existiam pizzas, as de aliche foram expulsas pelas
de ervilha.
Qual o nome do filme?

R: Aliche no pais das mas ervilhas

Alguem quer comentar?

ÓQUEI CLUBE DE BARCELOS uma força da Região

O Óquei Club de Barcelos, é uma força da região, um Clube que orgulha os barcelenses, os seu feitos mais que muitos, já espalharam o nome da sua cidade pelos "quatro Cantos" do Mundo. Num pais onde a grande força é o Futebol, pouco espaço deixa para aquilo em que realmente somos bons (Portugal tem tradição no Hóquei). Somos dos melhores do Mundo, porque não apoiar mais o Hóquei(nacional) e o Óquei(barcelos)?

Golo do Caio com o Benfica

Será Este???????

Na reabertura do mercado, chegam novos jogadores, tem-se falado do "Svard" para o SLB, mas será que o alvo é este? DRAGONER de seu nome. A fixar.

sexta-feira, março 31, 2006

Joga Bonito, nova campanha mundial da Nike

O carismático Eric Cantona, ao lado de alguns dos melhores jogadores do planeta, quer convencer o mundo do futebol a Jogar Bonito sempre.
Esta causa será divulgada e defendida em todo o mundo por meio da emissora de TV de Cantona, Joga TV, que estará 24 horas no ar a partir de terça-feira, no site www.nikefutebol.com. Para proporcionar a jogadores no mundo todo a chance de mostrar sua versão de Joga Bonito, torneios 3 x 3 serão realizados no Brasil e em vários países, integrados online através do site Joga 3.
A campanha Joga Bonito inicia com um novo comercial de TV – “Cause”, que será exibido em emissoras de todo o mundo e na Internet a partir de 12 de fevereiro. O comercial mostra o ex-jogador francês Eric Cantona invadindo uma estação de televisão na Alemanha e assumindo o controle do canal. Frustrado com os aspectos negativos do futebol, ele cria uma emissora para transmitir seu próprio manifesto defendendo os atributos que podem salvar o esporte que ele ama: honra, garra, habilidade, alegria e espírito de equipe. Para tanto, Cantona terá a ajuda de craques como os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno, o francês Thierry Henry e o inglês Wayne Rooney.



www.nikefootball.com

sexta-feira, julho 22, 2005



FARIA está no Mapa e tem História

Faria é uma freguesia portuguesa do concelho de Barcelos, com 3,01 km² de área e 583 habitantes (2001). Densidade: 193,7 hab/km².


Manuel Lopes da Cruz
Mons. Manuel Lopes da Cruz, fundador da Rádio Renascença, nasceu em Terroso, Póvoa de Varzim, a 20 de Agosto de 1899.
Depois de cursar com brilho os seminários diocesanos de Braga, foi ordenado em 27 de Abril de 1924 por D. Manuel Vieira de Matos. Exerceu magistério no ensino particular e foi prefeito de colégio em Guimarães.
Em 1928 partiu para Lisboa chefiar a redacção das «Novidades».
Em 1931, lança o «Anuário Católico de Portugal», com os padres Miguel de Oliveira e Raul Machado, e com Manuel Ribeiro na direcção a revista ilustrada «Renascença».
Crescia a radiodifusão. No «Diário do Minho» os padres Magalhães Costa e Domingos Basto lutavam pela sua instalação ao serviço dos católicos. Mas a ideia só pode considerar-se com força a partir do célebre artigo publicado a 1 de Fevereiro de 1933 na «Renascença» pelo então padre Lopes da Cruz.
A persistência e tenacidade de Monsenhor Lopes da Cruz viria a frutificar em 1938, com o apoio de todo um sector da imprensa e da hierarquia e especialmente da quota mensal mínima de Esc. 2$50 dos membros da sociedade fundada em 1935 e que hoje constitui a «Liga dos Amigos da Rádio Renascença». Na cruzada distinguiu-se ainda o Dr. Abel Varzim, cuja vida seguiria de pois ao lado e solidária com a do Monsenhor Lopes da Cruz.
Como programas de muito relevo na Rádio Renascença, logo em 1939, distinguiram-se os de Almada Negreiros, João Amial, Carlos Queiroz e Pedro Correia Marques que falou do «risco dos jornalistas». E muitos outros na maior parte saídos no suplemento Letras e Artes das «Novidades».
Em 31 de Dezembro de 1951, Monsenhor Lopes da Cruz foi nomeado Prior da Basílica dos Mártires do Patriarcado de Lisboa, instalada mesmo ao lado da Rádio Renascença.
Mons. Lopes da Cruz faleceu no Instituto Português de Oncologia a 9 de Junho de 1969 e o seu corpo foi levado para o cemitério de Faria, em Barcelos, donde eram naturais os seus pais.
Em Terroso passara apenas a infância; e os pais cedo voltaram para Faria.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O CASTELO DE FARIA
(1373)
A breve distância da vila de Barcelos, nas faldas do Franqueira, alveja ao longe um convento de Franciscanos. Aprazível é o sítio, sombreado de velhas árvores. Sentem-se ali o murmurar das águas e a bafagem suave do vento, harmonia da natureza, que quebra o silêncio daquela solidão, a qual, para nos servirmos de uma expressão de Fr. Bernardo de Brito, com a saudade de seus horizontes parece encaminhar e chamar o espírito à contemplação das coisas celestes.
O monte que se alevanta ao pé do humilde convento é formoso, mas áspero e severo, como quase todos os montes do Minho. Da sua coroa descobre-se ao longe o mar, semelhante a mancha azul entornada na face da terra. O espectador colocado no cimo daquela eminência volta-se para um e outro lado, e as povoações e os rios, os prados e as fragas, os soutos e os pinhais apresentam-lhe o panorama variadíssimo que se descobre de qualquer ponto elevado da província de Entre-Douro-e-Minho.
Este monte, ora ermo, silencioso e esquecido, já se viu regado de sangue: já sobre ele se ouviram gritos de combatentes, ânsias de moribundos, estridor de habitações incendiadas, sibilar de setas e estrondo de máquinas de guerra. Claros sinais de que ali viveram homens: porque é com estas balizas que eles costumam deixar assinalados os sítios que escolheram para habitar na terra.
O castelo de Faria, com suas torres e ameias, com a sua barbacã e fosso, com seus postigos e alçapões ferrados, campeou aí como dominador dos vales vizinhos. Castelo real da Idade Média, a sua origem some-se nas trevas dos tempos que já lá vão há muito: mas a febre lenta que costuma devorar os gigantes de mármore e de granito, o tempo, coou-lhe pelos membros, e o antigo alcácer das eras dos reis de Leão desmoronou-se e caiu. Ainda no século dezessete parte da sua ossada estava dispersa por aquelas encostas: no século seguinte já nenhuns vestígios dele restavam, segundo o testemunho de um historiador nosso. Um eremitério, fundado pelo célebre Egas Moniz, era o único eco do passado que aí restava. Na ermida servia de altar uma pedra trazida de Ceuta pelo primeiro Duque de Bragança, D. Afonso. Era esta lájea a mesa em que costumava comer Salat-ibn-Salat, último senhor de Ceuta. D. Afonso, que seguira seu pai D. João I na conquista daquela cidade, trouxe esta pedra entre os despojos que lhe pertenceram, levando-a consigo para a vila de Barcelos, cujo conde era. De mesa de banquetes mouriscos converteu-se essa pedra em ara do cristianismo. Se ainda existe, quem sabe qual será o seu futuro destino?
Serviram os fragmentos do castelo de Faria para se construir o convento edificado ao sopé do monte. Assim se converteram em dormitórios as salas de armas, as ameias das torres em bordas de sepulturas, os umbrais das balhesteiras e postigos em janelas claustrais. O ruído dos combates calou no alto do monte, e nas faldas dele alevantaram-se a harmonia dos salmos e o sussurro das orações.
Este antigo castelo tinha recordações de glória. Os nossos maiores, porém, curavam mais de praticar façanhas do que de conservar os monumentos delas. Deixaram, por isso, sem remorsos, sumir nas paredes de um claustro pedras que foram testemunhas de um dos mais heróicos feitos de corações portugueses.
Reinava entre nós D. Fernando. Este príncipe, que tanto degenerava de seus antepassados em valor e prudência, fora obrigado a fazer paz com os castelhanos, depois de uma guerra infeliz, intentada sem justificados motivos, e em que se esgotaram inteiramente os tesouros do Estado. A condição principal, com que se pôs termo a esta luta desastrosa, foi que D. Fernando casasse com a filha del-rei de Castela: mas, brevemente, a guerra se acendeu de novo; porque D. Fernando, namorado de D. Leonor Teles, sem lhe importar o contrato de que dependia o repouso dos seus vassalos, a recebeu por mulher, com afronta da princesa castelhana. Resolveu-se o pai a tomar vingança da injúria, ao que o aconselhavam ainda outros motivos. Entrou em Portugal com um exército e, recusando D. Fernando aceitar-lhe batalha, veio sobre Lisboa e cercou-a. Não sendo o nosso propósito narrar os sucessos deste sítio, volveremos o fio do discurso para o que sucedeu no Minho.
O Adiantado de Galiza, Pedro Rodriguez Sarmento, entrou pela província de Entre-Douro-e-Minho com um grosso corpo de gente de pé e de cavalo, enquanto a maior parte do pequeno exército português trabalhava inutilmente ou por defender ou por descercar Lisboa. Prendendo, matando e saqueando, veio o Adiantado até as imediações de Barcelos, sem achar quem lhe atalhasse o passo; aqui, porém, saiu-lhe ao encontro D. Henrique Manuel, conde de Ceia e tio del-rei D. Fernando, com a gente que pôde ajuntar. Foi terrível o conflito; mas, por fim, foram desbaratados os portugueses, caindo alguns nas mãos dos adversários.
Entre os prisioneiros contava-se o alcaide-mor do castelo de Faria, Nuno Gonçalves. Saíra este com alguns soldados para socorrer o conde de Ceia, vindo, assim, a ser companheiro na comum desgraça. Cativo, o valoroso alcaide pensava em como salvaria o castelo del-rei seu senhor das mãos dos inimigos. Governava-o em sua ausência, um seu filho, e era de crer que, vendo o pai em ferros, de bom grado desse a fortaleza para o libertar, muito mais quando os meios de defensão escasseavam. Estas considerações sugeriram um ardil a Nuno Gonçalves. Pediu ao Adiantado que o mandasse conduzir ao pé dos muros do castelo, porque ele, com as suas exortações, faria com que o filho o entregasse, sem derramamento de sangue.
Um troço de besteiros e de homens d'armas subiu a encosta do monte da Franqueira, levando no meio de si o bom alcaide Nuno Gonçalves. O Adiantado de Galiza seguia atrás com o grosso da hoste, e a costaneira ou ala direita, capitaneada por João Rodrigues de Viedma, estendia-se, rodeando os muros pelo outro lado. O exército vitorioso ia tomar posse do castelo de Faria, que lhe prometera dar nas mãos o seu cativo alcaide.
De roda da barbacã alvejavam as casinhas da pequena povoação de Faria: mas silenciosas e ermas. Os seus habitantes, apenas enxergaram ao longe as bandeiras castelhanas, que esvoaçavam soltas ao vento, e viram o refulgir cintilante das armas inimigas, abandonando os seus lares, foram acolher-se no terreiro que se estendia entre os muros negros do castelo e a cerca exterior ou barbacã.
Nas torres, os atalaias vigiavam atentamente a campanha, e os almocadens corriam com a rolda 1 pelas quadrelas do muro e subiam aos cubelos colocados nos ângulos das muralhas.
O terreiro onde se haviam acolhido os habitantes da povoação estava coberto de choupanas colmadas, nas quais se abrigava a turba dos velhos, das mulheres e das crianças, que ali se julgavam seguros da violência de inimigos desapiedados.
Quando o troço dos homens d'armas que levavam preso Nuno Gonçalves vinha já a pouca distância da barbacã, os besteiros que coroavam as ameias encurvaram as bestas, e os homens dos engenhos prepararam-se para arrojar sobre os contrários as suas quadrelas e virotões, enquanto o clamor e o choro se alevantavam no terreiro, onde o povo inerme estava apinhado.
Um arauto saiu do meio da gente da vanguarda inimiga e caminhou para a barbacã, todas as bestas se inclinaram para o chão, e o ranger das máquinas converteu-se num silêncio profundo.
- "Moço alcaide, moço alcaide! - bradou o arauto - teu pai, cativo do mui nobre Pedro Rodriguez Sarmento, Adiantado de Galiza pelo mui excelente e temido D. Henrique de Castela, deseja falar contigo, de fora do teu castelo."
Gonçalo Nunes, o filho do velho alcaide, atravessou então o terreiro e, chegando à barbacã, disse ao arauto - "A Virgem proteja meu pai: dizei-lhe que eu o espero."
O arauto voltou ao grosso de soldados que rodeavam Nuno Gonçalves, e depois de breve demora, o tropel aproximou-se da barbacã. Chegados ao pé dela, o velho guerreiro saiu dentre os seus guardadores, e falou com o filho:
"Sabes tu, Gonçalo Nunes, de quem é esse castelo, que, segundo o regimento de guerra, entreguei à tua guarda quando vim em socorro e ajuda do esforçado conde de Ceia?"
- "É - respondeu Gonçalo Nunes - de nosso rei e senhor D. Fernando de Portugal, a quem por ele fizeste preito e menagem."
- "Sabes tu, Gonçalo Nunes, que o dever de um alcaide é de nunca entregar, por nenhum caso, o seu castelo a inimigos, embora fique enterrado debaixo das ruínas dele?"
- "Sei, oh meu pai! - prosseguiu Gonçalo Nunes em voz baixa, para não ser ouvido dos castelhanos, que começavam a murmurar. - Mas não vês que a tua morte é certa, se os inimigos percebem que me aconselhaste a resistência?"
Nuno Gonçalves, como se não tivera ouvido as reflexões do filho, clamou então: - "Pois se o sabes, cumpre o teu dever, alcaide do castelo de Faria! Maldito por mim, sepultado sejas tu no inferno, como Judas o traidor, na hora em que os que me cercam entrarem nesse castelo, sem tropeçarem no teu cadáver."
- "Morra! - gritou o almocadem castelhano - morra o que nos atraiçoou." - E Nuno Gonçalves caiu no chão atravessado de muitas espadas e lanças.
- "Defende-te, alcaide!" - foram as últimas palavras que ele murmurou.
Gonçalo Nunes corria como louco ao redor da barbacã, clamando vingança. Uma nuvem de frechas partiu do alto dos muros; grande porção dos assassinos de Nuno Gonçalves misturaram o próprio sangue com o sangue do homem leal ao seu juramento.
Os castelhanos acometeram o castelo; no primeiro dia de combate o terreiro da barbacã ficou alastrado de cadáveres tisnados e de colmos e ramos reduzidos a cinzas. Um soldado de Pedro Rodriguez Sarmento tinha sacudido com a ponta da sua longa chuça um colmeiro incendiado para dentro da cerca; o vento suão soprava nesse dia com violência, e em breve os habitantes da povoação, que haviam buscado o amparo do castelo, pereceram juntamente com as suas frágeis moradas.
Mas Gonçalo Nunes lembrava-se da maldição de seu pai: lembrava-se de que o vira moribundo no meio dos seus matadores, e ouvia a todos os momentos o último grito do bom Nuno Gonçalves - "Defende-te, alcaide!"
O orgulhoso Sarmento viu a sua soberba abatida diante dos torvos muros do castelo de Faria. O moço alcaide defendia-se como um leão, e o exército castelhano foi constrangido a levantar o cerco.
Gonçalo Nunes, acabada a guerra, era altamente louvado pelo seu brioso procedimento e pelas façanhas que obrara na defensão da fortaleza cuja guarda lhe fora encomendada por seu pai no último trance da vida. Mas a lembrança do horrível sucesso estava sempre presente no espírito do moço alcaide. Pedindo a el-rei o desonerasse do cargo que tão bem desempenhara, foi depor ao pé dos altares a cervilheira e o saio de cavaleiro, para se cobrir com as vestes pacificas do sacerdócio. Ministro do santuário, era com lágrimas e preces que ele podia pagar a seu pai o ter coberto de perpétua glória o nome dos alcaides de Faria.
Mas esta glória, não há hoje ai uma única pedra que a ateste. As relações dos historiadores foram mais duradouras que o mármore.

DADOS SOBRE:
Actividades económicas: Agricultura, indústria têxtil e confecções
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto)
Património: Ruinas de Castelo, igreja matriz, Portão da Casa de Pedregais e Capela de Santo Amaro
Artesanato: Mantas de retalhos
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa Alcaide de Faria
Orago: Santa Maria

Faria - Est� no mapa

quarta-feira, junho 22, 2005

A ESCADA

No outro dia desci uma escada e contei 7 degraus. No dia seguinte desci a mesma escada e contei 5 degraus. No terceiro dia resolvir subir e contei 10 degraus. Como é possível?

QUANTA GENTE VI?

A caminho do mercado vi um homem. Esse homem tinha duas mulheres. Cada mulher tinha um gato. Cada gato tinha comido um rato. Quanta gente vi?

ENIGMA

Que fruto é este?
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Descubram que fruto é este, sabendo que entre as letras que faltam para completar a palavra, nenhuma se repete.